16 de Julho de 2018

Coragem para Sorrir: uma iniciativa de amor e cuidado

        

        O tratamento oncológico é longo e exige uma atenção maior à saúde do paciente, junto ao apoio familiar e assistência médica com cuidado intenso. Cada vez mais esses tratamentos demandam uma equipe interdisciplinar, que acolha possíveis complicações e trabalhem para a prevenção integral. 

        O projeto Coragem para Sorrir, do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), nasceu para levar a experiência e o trabalho integrado das equipes que atendem crianças em fase de tratamento contra o câncer. O projeto aborda o manejo de situações odontológicas em pacientes que irão se submeter à quimioterapia ou radioterapia. 

        Guilherme Chwartzmann, Márcia Silveira e Mara Passos são voluntários do Instituto do Câncer Infantil (ICI), de Porto Alegre (RS) e vieram neste ciclo para Santa Maria ministrar a palestra. O projeto ocorre desde 2016, nos centros de referências para tratamento de oncologia pediátrica. No estado, são quatro unidades em Porto Alegre, uma em Caxias do Sul, uma em Santa Maria e uma Passo Fundo. 

        Já foram 20 palestras que a equipe levou para diversas cidades sobre o trabalho que eles realizam e a importância de que médicos, dentistas, psicólogos,  atuem em conjunto. Eles conversam com dentistas e outros profissionais da área da saúde para orientar e alertar como o cirurgião-dentista pode dar um suporte para o tratamento oncológico, na prevenção ou em situações de lesões bucais. Para abordar de que forma pode ser feito o tratamento, minimizar a dor do paciente e evitar ou conter possíveis complicações na via oral. 

        Segundo o mestre em Patologia Bucal, Guilherme, a principal ocorrência nesses casos é a mucosite, que pode impedir o tratamento seguir o seu percurso e faz com que os pacientes não tenham alimentação adequada e também pode gerar infecções. Assim, o dentista pode aplicar uma luz pulsada para analgesia e então reparar a lesão, o paciente recuperado está preparado para um novo ciclo de quimioterapia ou radioterapia e seguir no tratamento com o acompanhamento dentário. As especialistas em Ortodontia, Márcias Silveira e Mara Passos, também vieram ministrar a palestra e falaram sobre o projeto.

São 18 colegas que integram a equipe hoje, eles se revezam durante as viagens e participam falando do trabalho do núcleo de odontologia do Instituto. A iniciativa está em atividade e viaja pelas cidades do Rio Grande do Sul para mostrar um pouco da realidade do tratamento oncológico na integralidade das áreas da saúde e a importância da atuação do cirurgião-dentista.