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18 de Outubro de 2018

Outubro Rosa: prevenção e avanços contra o câncer de mama

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, no Brasil surgem 56,33 novos casos de câncer de mama a cada 100 mil mulheres, a cada ano, na previsão para 2018/2019. No mês de prevenção contra a doença, mulheres e instituições se unem para informar e ajudar outras mulheres a se cuidar, realizar o autoexame e vencer essa luta. O enfermeiro e especialista em Oncologia do Hospital Universitário de Santa Maria, Carlos Dionizio Sangoi fala sobre o trabalho constante na saúde pública e os avanços dos tratamentos oncológicos. 

    Em relação à saúde pública, os fatores de risco como a obesidade, sedentarismo e outras práticas como reposição hormonal, tabagismo, são amplamente debatidas como parte de campanhas para controle e da prevenção da doença. A reposição hormonal também era vastamente realizada pelas mulheres há alguns anos, e hoje já é bastante discutida uma vez que as mulheres expostas ao estrogênio possuem maiores riscos de desencadeamento do câncer. 

    Segundo o especialista, o auto exame, assim como as visitas regulares ao ginecologista são a base dessa prevenção. Além disso, exames como a ecografia e a mamografia também auxiliam no diagnóstico precoce aumentando as chances de cura.

    “Tumores de mama hoje têm uma maior incidência em países de primeiro mundo. Com base nisso a indústria farmacêutica investe pesado em pesquisas e desenvolvimento de novos medicamentos e tecnologias para a prevenção e combate à esta patologia. E essas pesquisas nos ajudaram a avançar muitos nos tipos de tratamentos e exames para diagnóstico”, aponta Sangoi.

    O tratamento hoje é muito menos agressivo do que há alguns anos, antigamente a primeira conduta era a retirada total das mamas. Hoje os médicos especialistas são mais cautelosos para determinar os procedimentos a seguir. Diante disso tem-se buscado tratamentos menos agressivos  se tornando menos dolorosos, inclusive para a imagem da mulher. Novos tratamentos como o uso de anticorpos monoclonais e bloqueadores hormonais já estão amplamente difundidas como parte do tratamento, além dos tratamentos convencionais como radioterapia e quimioterapia. “A cirurgia também se tornou menos agressiva, com a pratica da quimioterapia neoadjuvante, ou seja, anterior a cirurgia, capaz de diminuir o tumor. Terapias para bloquear o HER/2, bloqueadores de estrogênio, que hoje são indicados como terapia por 10 anos, antes eram até 5 anos de tratamento”, afirma o especialista.

    Sangoi destaca que mecanismos para identificar quais mulheres têm o componente HER2/neu no organismo são um grande auxílio no percurso da doença, que afeta 30% dos casos. O HER/2 é uma proteína que acelera o crescimento de células cancerígenas, e com exames de imunoistoquímica, hibridação fluorescente in situ e hibridação cromogênica in situ, é possível identificar o status dessa proteína no corpo da mulher e então realizar um tratamento adequado para inibir.